2008-04-29

Que os tiranos temam o poder da palavra!

Vós tiranos, não sereis tiranos para todo um sempre! Atentei e meditai bem na mensagem de Paulo Freire.



PAULO FREIRE, O CAMARADA DE CRISTO!

Muito bem fariam alguns socialistas e comunistas de salão em conhecerem a obra de Paulo Freire. Em perceberem o que é a negação de um ser, o tratar o outro como uma «não pessoa».

NÃO ME CALAREI PERANTE A INJUSTIÇA. NÃO ME CALAREI PERANTE O ASSÉDIO MORAL.



Aos que me querem calar...

Aos que me querem calar... respondo docemente, com Azucar Moreno. Aqui fica a mensagem:




Paris... No Texas.

Paris... No Texas. Foi um excelente filme de Wim Wenders. Ainda o recordo 24 anos depois. A música é de um dos mais brilhantes músicos, Ry Cooder.


2008-04-26

CONTRASTES!

Eles! Os pobres, os famintos, nada têm a perder!

Preocupa-me o problema alimentar que está afectar o Mundo. Preocupa-me não ver a preocupação espelhada no rosto da grande maioria dos principais actores políticos de Portugal e de outros países. Preocupa-me que não estejam a ser tomadas as mais elementares medidas no sentido de minorar o flagelo. Preocupa-me que não haja visão para perceber os prenúncios de início da mais tenebrosa e nefasta III Guerra Mundial a caminhar a passos largos em direcção ao Ocidente Rico e pretensamente poderoso.

Eles! Os pobres, os famintos, nada têm a perder!


2008-04-25

Das minhas conversas com Zeca Afonso sobre o espírito de Abril


Por vezes estamos no sítio certo, na hora certa e surge-nos uma oportunidade única. Cruzei-me com Zeca Afonso nas Caldas da Rainha por um quase mero acaso e tive o privilégio de conversar com ele um par de vezes. Boas conversas que guardei na memória, mais do que o ano exacto em que as mesmas ocorreram (talvez 1982 ou 1983, mas já não sei ao certo). Apenas me lembro de Zeca Afonso à porta do que para mim será sempre o café da Ema, no Bairro da Ponte, (Café Bordalo Pinheiro), junto à casa do meu avô materno, desfrutando os dias solarengos. Se a memória não me atraiçoa, andava então Zeca Afonso em tratamentos no Hospital Termal das Caldas.

Foi precisamente à porta do café da Ema que um dia, ainda que com um certo medo de ser considerado inoportuno, resolvi iniciar uma conversa com o Zeca Afonso. Não tinha grandes esperanças de conseguir mais do que um ou dois minutos da sua atenção e com alguma surpresa os tais um ou dois minutos transformaram-se numa animada conversa em que pacientemente Zeca Afonso satisfez a minha curiosidade sobre factos relacionados com a sua vida na época do fascismo e sobre as suas convicções ideológicas. Mais tarde, tive a oportunidade de conversar com ele sobre o 25 de Abril e as suas percepções sobre o rumo que o país tomou. Zeca Afonso era na verdade um Grande Homem simples e afável, com muita paciência para conversar com um então jovem curioso que não conhecia de parte nenhuma.

Nessa época, Zeca Afonso deixou-me a impressão de ser um Homem desiludido com o rumo que país tomou, um Homem de alguma forma amargurado com a vida e com o aproveitamento partidário que era feito do seu nome. Disse-me na altura que um dia eu iria compreender o sentido de algumas das suas palavras, que iria compreender através da experiência da minha própria vida aquilo que ele sentia e expressava sem que eu conseguisse compreender muito bem a razão dos seus sentimentos.

Precisamente hoje, passados tantos anos, percebo finalmente o que Zeca Afonso queria que eu entendesse. Zeca Afonso tinha razão. Foram precisos esses tais anos de experiência de vida para perceber o alcance de algumas das suas palavras e pensamentos. Na verdade, um homem pode sentir-se bem pior que o Zeca se sentia na época, pode sentir-se estrangeiro no seu próprio país.

Afinal já não há fascismo, mas muitas das práticas do fascismo e do Estado Novo continuam bem de pé na nossa administração pública. Já não há fascismo, mas há entre os que foram eleitos (ou nomeados com base nos resultados eleitorais) aqueles que não raras vezes ignoram e assobiam para o lado perante a injustiça e a denúncia das injustiças.

Passados 34 anos, já não temos o fascismo, temos agora uma nova ideologia chamada «legalismo» que não provoca menos danos e menos injustiças que o fascismo. Ainda assim, mesmo com um rumo bem diferente do esperado, há ainda uma chama de liberdade que nos permite cantar a «Grândola Vila Morena» sem medo de sermos presos. Se na realidade não é o povo quem mais ordena, ainda existe uma centelha de esperança e uma vontade imensa de liberdade: «VEJAM BEM, QUE NÃO HÁ SÓ GAIVOTAS EM TERRA QUANDO UM HOMEM SE PÕE A PENSAR!»

2008-04-15

O «FIM» dos COMUNISTAS....


O «FIM» dos COMUNISTAS... Espanhóis está disponível na internet. Infelizmente, o mesmo tipo de «FIM» não têm os comunistas portugueses. Lamentável! Veja pelos seus próprios olhos o «FIM» dos Comunistas Espanhóis, em FIM!

PS - Espero que os militantes e simpatizantes comunistas tenham o mesmo sentido de humor que eu tenho quando a ironia é dirigida aos socialistas. Sem quaisquer ofensas, apenas humor pelo humor de uma sigla que a tal se presta em português.

2008-03-29

O MELHOR DA GESTÃO AUTARQUICA DO PSOE


Em tempos sugeri numa autarquia portuguesa o uso de algumas boas práticas da gestão autarquica Socialista em Espanha. Ninguém me ligou! Passados 6 anos, os meus camaradas do PSOE continuam a trabalhar em força no Banco de Boas Práticas:


¿Que es el banco de buenas prácticas de Gestión Municipal Socialista?

El Banco de Buenas Prácticas de Gestión Municipal Socialista es una base de datos que tiene como objeto la difusión e intercambio de experiencias locales que, por su carácter innovador e imaginativo, puedan ser de utilidad a otras entidades locales.


Con el Banco de Buenas Prácticas de Gestión Municipal Socialista queremos:



  • Dar publicidad a los mejores modelos de gestión, poniendolos en valor, desde la identificación de Ayuntamientos y servicios de excelencia.

  • Reunir información sobre experiencias innovadoras e imaginativas de políticas locales en los entes municipales y provinciales, para extenderlas en su aplicación.

  • Aumentar y mejorar los canales de comunicación entre los responsables del ámbito de lo local para compartir información y promover la cooperación local.

  • Relacionar y poner en contacto a través de esta Secretaría Federal de Política Municipal y Libertades Públicas a responsables locales que quieran profundizar en el conocimiento directo, "in situ" de cada práctica.

  • Conectar con otros Bancos de Buenas Prácticas Municipales.


¿Como proponer nuevas Buenas Prácticas para el Banco?


En primer lugar entendemos por buena práctica de gestión municipal socialista toda actuación llevada a cabo por una administración local gobernada por socialistas que signifique la creación de servicios públicos de calidad o mejore significativamente una situación insatisfactoria.


Para proponer una buena práctica cada ayuntamiento o ente local debe enviar la información que describa la actuación llevada a cabo, la evaluación de la misma y la información sobre los responsables, enlaces y contactos.


Queremos que, a través del Banco de Buenas Prácticas Municipales, se difunda y conozca el buen trabajo de los responsables socialistas al frente de la gestión local y proporcionar, de forma interactiva, nuevas alternativas locales que puedan servir para perfeccionar y enriquecer los programas de gobierno y la gestión de los servicios públicos en los ayuntamientos y Diputaciones españoles.


Alvaro Cuesta Martínez

Secretarío Federal de Política Municipal y Libertades Públicas

Comisión Ejecutiva Federal del PSOE

ANA GOMES COLOCA DEDO NA FERIDA


Ana Gomes em «E a Economia?» coloca o dedo na ferida sobre muitos dos dislates daqueles Socialistas que pensam que estão a fazer um trabalho tão bom, tão bom, que «não temos de perder tempo com o que fizermos mal» (Vitalino Canas).

Por isso mesmo pergunto:


  1. Onde estão as empresas portuguesas como a Sevilhana «Abengoa»?

  2. Onde estão os empresários portugueses exemplares como o foi o falecido Javier Benjumea Puigcerver?

Gostaria de encontrar, mas o que mais encontro são pretensas empresas e oportunistas disfarçados de empresários.


Roubar legalmente, a coberto da Lei, é uma realidade em muitos países. Portugal não é excepção. Talvez em 2028, com os tradicionais 20 anos de atraso, esteja na ordem do dia da Economia e das Empresas Portuguesas, o que é hoje a ordem do dia na investigação em Gestão de Empresas nos Estados Unidos da América: A ética empresarial.


Até lá, provavelmente continuaremos com campanhas publicitárias sem valor acrescentado, com notícias sobre "empresários" (LEIA-SE CRIMINOSOS SOCIAIS) de outras Leirias e uma Administração Pública que em muita situações não funciona com a devida eficácia e eficiência por nela pulularem dirigentes que não têm nem perfil nem competências para os cargos que exercecem, nomeadamente num capítulo crítico como é a gestão dos recursos humanos.




2008-03-21

Quem diz que os Espanhóis não entendem...


Quem diz que os Espanhóis não entendem, não falam nem escrevem português, desengane-se!

Ainda que seja uma raridade ao longo da minha vida, sempre fui encontrando espanhóis que entendem e falam o meu idioma mátrio. Todavia, esta é a primeira vez que encontro no ciberespaço um espanhol que escreve fluentemente português. Não! Não é portunhol, à Zé Sócrates, em expressões como «habemos acompañado». Jose Carlos Molina Arqueros escreve mesmo em português fluente tal qual Luís Vaz de Camões escrevia em fluente castellano.

Parafraseando um dos mais famosos ratones coloraos... Cuñao!!!!!

De visita obrigatória: Haciendo un Mundo Nuevo

2008-03-20

Este País...

Este País... por vezes... só se suporta com Monty Python!

Mañana es Hoy!

O "WILD WEST" UNIVERSITÁRIO

Onde pára a Inspecção-Geral da Ciência e do Ensino Superior? Quem inspecciona e fiscaliza os concursos públicos? Será que nem com a denúncia dos actos vão lá?

5 de Setembro de 2005. Tocam as doze badaladas das 12:00. Frente a Frente, quais dois pistoleiros de um Oeste Selvagem estão os docentes José Luís Mexia Crespo de Carvalho e Eurico Brilhante Dias. Rezam as crónicas que nesse dia colocaram em causa o Estado de Direito e a Constituição da República Portuguesa, mas deve ser engano. Passados 2 anos e 5 meses nem uma resposta da denúncia efectuada ao Ministério da Ciência e Tecnolgia.

Na acta do Concurso para Assistente Estagiário, datada de 5 de Setembro de 2005, estão bem explicitas as violações à nossa ordem jurídica:

«O júri constituído pelo Departamento de Ciências da Gestão - Docentes José Luís Mexia Crespo de Carvalho e Eurico Brilhante Dias, reúne para definir critérios para a selecção de um candidato a Assistente Estagiário.» EM FLAGRANTE VIOLAÇÃO AO PONTO 1 DO ARTIGO 12.º DO DECRETO-LEI N.º 204/98, de 11 DE JULHO.

«O Júri entendeu definir os seguintes critérios (com métrica e justificação):

1. (...)

2. Origem da Licenciatura - o júri entende que outro critério deve ser o da origem da licenciatura. Entende o júri dar prioridade às universidades que mais candidatos têm colocado nos concursos nacionais de acesso e maiores notas de entrada - critério de exigência - têm apresentado no panorama do ensino universitário. Dentro deste critério estabelece-se uma diferenciação entre estabelecimentos que conduz a que sejam como mais relevantes os do ensino público (2 pontos), logo seguidos pelos de ensino superior privado (1 ponto). Admite-se que para desenvolvimento de uma carreira universitária devem colocados em lugar posterior os cândidos cujas titulações provenham do ensino superior politécnico (0 pontos)» (Transcrição tal qual o português escrito na acta)



Trabalho de Cidadania para Casa: Encontrar na Constituição da República Portuguesa os artigos violados pelo Júri e fundamentar a respectiva violação.



Leitura aconselhada e sugerida para o trabalho de casa: «O Triunfo dos Porcos», George Orwell.

Imagem da página 1 da Acta aqui! (Pode ampliar com um clique)

Administração Pública Portuguesa, uma profissão!


Administração Pública Portuguesa, uma profissão!

A Administração Pública Portuguesa constitui uma oportunidade única para os Mestres e Doutores porque representa uma via profissional de elevada qualidade, compensatória e cujo leque de oportunidades é bastante abrangente, sendo dificilmente superada por outras ofertas do sector privado.


A Administração Pública Portuguesa constitui uma oportunidade única para os cidadãos altamente qualificados.


Ela representa uma carreira com significado, uma via profissional de elevada qualidade, compensatória e cujo leque de oportunidades é bastante abrangente.


A Administração Pública Portuguesa é uma profissão de futuro porque...


1. Oferece uma carreira profissional estável, com possibilidades de ascensão e formação contínua, havendo uma enorme valorização da componente humana;


2. É um importante elemento na formação de técnicos altamente especializados no país, com muitos cursos de formação certificados sem utilidade de maior, possibilitando a saída directa para as listas de mobilidade especial após uma remodelação governamental;


3. Os melhores e com maior nível de habilitações são promovidos com maior rapidez;


4. Possibilita o enriquecimento do ser humano, ao nível da formação, experiência pessoal e cultural;


Além de tudo, é sempre uma boa aventura! Surpreende-te com as reformas legislativas, diverte-te com as Manif’ e alegra-te com privilégios como o de poderes ser avaliado por um qualquer incompetente, por exemplo, em sede concursal para selecção de cargos dirigentes. Uma verdadeira e boa aventura!

DO NACIONAL PORREIRISMO AO UMBIGUISMO

A ideologia do “Nacional Porreirismo” tem tradição neste nosso País, em expressões quotidianas como «mas ele até nem é má pessoa, está é mal rodeado… mal aconselhado…» ou «tens de desculpá-lo, ele até é porreiro, pá!». De tão arreigada que está aos nossos usos e costumes, nem nos damos conta de uma nova ideologia que se instalou paulatinamente entre nós: O “UMBIGUISMO”, produto de uma situação histórica e das aspirações pessoais de um grupo de pessoas que a apresenta como imperativos da razão.

Não querendo maçar os leitores com um tratado doutoral, comprido e chato como o peixe-espada, resumo a doutrina do Umbiguismo em meia dúzia de palavras, ou seja a máxima do ideário Umbiguista - “O meu umbigo é mais importante que os demais umbigos e, por direito, naturalmente indispensável à Sociedade”.

Baseados nesta máxima, os Umbiguistas adoptam e interiorizam uma cartilha composta pelos Sete Princípios seguintes:

1. O meu umbigo é insubstituível, mesmo quando afirmo que não há pessoas insubstituíveis, devendo encarar a ocupação dos cargos como um sacrifício pessoal a bem da Sociedade;

2. É dever de todo o umbiguista perpetuar-se ad eternum nos cargos de poder, mesmo os de mero poder simbólico ou honorífico;

3. A qualidade do bom umbiguista revela-se na quantidade de cargos de poder que consegue assegurar em simultâneo;

4. O umbiguista tem o dever de solidariedade e entre-ajuda aos seus pares umbiguistas, independentemente das suas convicções religiosas, políticas ou de outra natureza;

5. O umbiguista tem o nobre dever de candidatar-se ao máximo número de actos eleitorais que lhe permitam cumprir fielmente com o estipulado no terceiro princípio da cartilha umbiguista, tendo por única excepção admissível a incompatibilidade de candidatura;

6. O umbiguista tem obrigação de participar como suplente ou em lugar não elegível noutras listas sujeitas a sufrágio, de acordo com o preceituado no princípio quarto da cartilha, de modo a assegurar que os cargos de eleição não caiam na mão de um anti-umbiguista – inimigo público número um dos Umbiguistas – caso fique vago um cargo por razões de incompatibilidade de exercício de cargos em simultâneo, ou qualquer outra ordem de razões;

7. Na composição de qualquer lista candidata a processo eleitoral, em caso manifesto de insuficiência de Umbiguistas para a completar, o umbiguista decano da lista deve providenciar no sentido de os lugares sobrantes serem atribuídos na ordem de precedência seguinte: 1) Descendentes directos do umbiguista; 2) Descendentes colaterais do umbiguista; 3) Descendentes directos dos seus pares umbiguistas; 4) Descendentes colaterais dos seus pares umbiguistas; 5) Reputados apoiantes e contribuintes, que pelo seu altruísmo, tenham contribuído para a causa Umbiguista, respeitando ordem decrescente do grau de contribuição; 6) Umbiguistas-estagiários; 7) Candidatos a umbiguistas, de acordo com potencial revelado;

Umbiguistas ilustres e famosos… Quem os não conhece? Para algum ilustre distraído aqui fica a pista para encontrar alguns. Comece por consultar os currículos dos Deputados da Assembleia da República e do Parlamento Europeu, as quais são públicas e até estão disponíveis na Internet.

2008-03-19

Qual o melhor modelo de Administração Pública?



Ao longo dos últimos tempos, para minha grande surpresa, descobri que Portugal deve ser o país como mais especialistas em Administração Pública por quilómetro quadrado. São imensos os especialistas que opinam quer em jornais quer na blogesfera, veiculando as mais variadas soluções e reformas. Até parece que andam na crista da onda da novidade em investigação científica sobre o assunto. Mas não! Muitas das soluções apontadas, muito do que é opinado, assenta em velhinhos paradigmas, sendo que o mais novo tem para cima de de 15 anos de idade.


Paradigmas mais recentes ainda não chegaram a terras Lusas. Talvez por falta de tradução dos livros já publicados, talvez por estes especialistas não terem acesso directo e imediato aos mais recentes artigos científicos publicados nas principais revistas científicas da especialidade.


Para esses tão doutos especialistas recomenda este humilde investigador a leitura do que escrevem Janet e Robert Denhardt, por exemplo, em «The New Public Service: Serving, Not Steering» e a consulta de alguns sítios interessantes como o da ASPA. Uma forma de garantirem que as suas opiniões incorporam as mais recentes evoluções na matéria.


Qual o melhor modelo de Administração Pública? Sinceramente, não sei! Só sei que os modelos baseados no paradigma proposto por David Osborne e Ted Gaebler não têm dado os resultados esperados. Ora é com base nesse mesmo paradigma que andam por aí os nossos Doutos a propor soluções e reformas para a nossa Administração Pública.


Assim, teremos uma reforma da Admninistração Pública orientada ao passado, em que vão ser cometidos os mesmos erros já cometidos noutros países. No mínimo, poderiamos aprender com as lições dos outros e não repetir tais erros! Pois... Esqueço-me que o que é novidade neste país é algo que aqui nos chega com um hiato de tempo não inferior a 15 anos, pese o facto de muita informação e conhecimento estar disponível quase na hora e à distância de uns simples cliques de rato.

2008-03-18

AI ÉME Simking a baute tuu...

Portugal ao Retrovisor








retrovisor (adj. e s. m.): pequeno espelho ou designativo de pequeno espelho colocado de modo tal que concede ao condutor visibilidade traseira.

O retrovisor é a peça mais importante na gestão em Portugal. Seja no Governo, seja nas unidades orgânicas da nossa Administração Pública, Empresas Públicas e mesmo em muitas Empresas Privadas, este é um acessório indispensável.




Queremos mostrar-nos orgulhosos de Portugal. Pegamos no retrovisor e evocamos os Oito Séculos de Gloriosa História. Os feitos heróicos do passado. As Amálias, os D. Fuas, a Padeira de Al JuBa Rota, os Eusébios e Violinos que nos fazem sonhar até acordarmos ao som estridente e agudo de um apito doirado.

Queremos um "bom" Chefe de Divisão, um "bom" Director de Departamento, socorrem-se os doutos júris dos concursos públicos e os gestores de recursos humanos das empresas privadas do dito crivo retrovisor, examinando e esquadrinhando o Curriculum Vitae dos candidatos. Onde é que ele (candidato) foi bom e heróico no passado? Foi um funcionário competente? Tem experiência e acções de formação quantificáveis em tempo? Ideal! É indiferente que seja uma nódoa ou pessoa competente, o que conta mesmo! é o passado, o tempo demonstrável no passado. Pouco importa que não seja a pessoa com as características e competências adequadas à nova função, ao desempenho presente e futuro. O que normalmente se pergunta nas entrevistas de selecção é «o que já fez no passado?», muito raramente surje a pergunta «como pensa resolver os desafios que se lhe apresentam no presente e no futuro do cargo?.



Neste país, para ter uma "boa" visão do futuro, nada como agarrar-se ao retrovisor e fundamentar as decisões com o passado. Se algo correr mal... há sempre a desculpa de ter sido escolhido o candidato com o "melhor" passado.


Pelo retrovisor... vejo o futuro em um passado que já era... vejo lá longe, cada vez mais longe a luz ao fundo do túnel. Assim vê Portugal o seu futuro. Seguimos todos, alegres, cantando e rindo, num automóvel que viaja em frente mas acelarando em marcha atrás.

Um grande Socialista Espanhol, um grande Estadista


España
Presidente del Gobierno
Duración del mandato: 02 de Diciembre de 1982 - 05 de Mayo de 1996
Nacimiento: Sevilla, Andalucía , 05 de Marzo de 1942
Partido político: PSOE
Profesión: Abogado

Resumen
Hijo de un tratante de ganado miembro del sindicato socialista Unión General de Trabajadores (UGT), y segundo de cinco hermanos, la relativamente desahogada situación económica de la familia le permitió cursar el bachillerato en el colegio de los Padres Claretianos de Sevilla y el preuniversitario en el Instituto San Isidoro.