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2009-04-17

E por que hoje estou "numa de cultura"...

E por que hoje estou "numa de cultura"... merece especial referencia de visita o excelente blog de Paco Nadal. Não deixe de o visitar.

O manuscrito do Romance «Madame Bovary» de Flaubert

Gustav Flaubert não é propriamente um dos autores da minha preferência. Contudo, nas minhas viagens pela Internet encontrei a possibilidade de ver o manuscrito digitalizado. Experimente clicar em cima do texto em letra de imprensa do romance e terá a agradável surpresa de chegar ao manuscrito digitalizado. Ainda mais interessante é a possibilidade de verificar as alterações efectuadas pelo escritor (em letra de imprensa) ao longo da escrita do romance até à sua versão final.


Sem dúvida, a Internet abre novas portas e horizontes a quem procura a cultura e o conhecimento pelo sublime prazer de aprender.
Nota: A imagem que aqui apresento, correspondente à primeira página do manuscrito, foi retirada por simples click e "guardar a imagem como" no local de visualização da obra de Flaubert.

2009-03-04

A Intervenção Social não se esgota na política

José Ortega y Gasset costumava afirmar (não textualmente por estas palavras) que a intervenção social é igualmente possível em dimensões distintas da dimensão política, ou por outras palavras, há vida para além da política e dos partidos políticos. Disso é exemplo no actual contexto do nosso Séc. XXI a vida existente no ciberespaço, em particular, o fenómeno dos blogs.

Todavia, o meu estimado Professor João Luis Andrade e Silva, nas suas lições de História das Ideias em Física» confrontáva-nos sempre com as duas faces de Janus. Lembro-me, ainda que não com total exactidão, passados 27 anos, de ele afirmar a propósito da censura e da liberdade de expressão, que a liberdade tanto permite gerar literatura de cordel, faca e alguidar como obras sublimes. Ora a liberdade de expressão que podemos utilizar nos blogs, fazendo ou não uso do nickame, tanto pode degenerar na tal literatura de cordel, faca e alguidar (consultem-se alguns dos blogues politiqueiros com origem em escribas do Barreiro) como em literatura de sublime leitura. Tudo depende da arte do artista, do seu modo de estar na vida e do que pretende deixar para a posterioridade.

Não tendo, por falta de engenho e arte, a possibilidade de aqui deixar para a posterioridade uma obra sublime, resta-me deixar o meu contributo no que seja de eventual utilidade para quem passe por esta República das Opiniões. Assim, nada como partilhar paulatinamente com os leitores do meu blog o meu espólio de locais interessantes a visitar nesta enorme teia do conhecimento. Coisa talvez mais útil do que insultar o próximo sob o anonimato de um nickname

Para o efeito, nada melhor do que começar com uma chamada de atenção para o que há de interessante na página da internet da Fundación José Ortega y Gasset. A qual me permitiu chegar ao portal da Asociación de Revistas Culturales de España e poder ler este interessante artigo: No hay que salvar a los bancos sino a la humanidad por Juan Antonio Hormigón. No meu modesto entender, uma excelente crítica política e social numa revista cultural dedicada ao Teatro.