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2008-12-25

É preciso acreditar no Pai Natal

«Mário Nogueira defende punição para alunos que apontaram arma de plástico a professora.» e diz que "a punição dos alunos deve ser exemplar, sem ser excessiva".


Pergunto-me - O que será para Mário Nogueira uma punição exemplar? O que será uma punição que sendo exemplar, não seja excessiva?


Este Mário Nogueira saiu-me cá um brincalhão... Gosta mesmo muito de brincar ao "faz de conta" que defendo os professores, "faz de conta" que defendo os professores contratados, os mais desprotegidos e explorados na profissão. Um "faz de conta" que o António Teodoro também gostava muito.


Com defensores deste calibre, os professores contratados bem podem acreditar no Pai Natal.

2008-11-18

O problema do modelo de avaliação de desempenho dos professores não é só burocracia!

Segundo o Público «Ministra da Educação disposta a tornar avaliação menos burocrática », mas parece pouco disposta a avaliar a bondade, fiabilidade e consistência do própio modelo de avaliação escolhido.
Há um conjunto de perguntas sobre este modelo de avaliação de desempenho dos professores que ninguém faz e que a própria Ministra está desejosa que nunca, jamais em tempo algum, alguém se lembre de fazer em público e em directo:

  1. Qual o fundamento científico deste modelo?
  2. Quais os estudos empíricos efectuados e quais os resultados?
  3. Quais os verdadeiros objectivos do modelo? Quais os resultados esperados?
  4. Quais os modelos alternativos e porque razão se considera este modelo melhor que as suas alternativas?
  5. Como se garante através deste modelo o compromisso organizacional dos professores em relação à Escola?
  6. Quais a variáveis que directamente dependem da actividade do professor e que este pode controlar (ou seja assumir-se como responsável por elas)?
  7. Como fomenta este modelo de avaliação de desempenho comportamentos desejáveis por parte dos professores? Por exemplo, como fomenta o espírito de equipa e o trabalho de equipa?
  8. Como garante o modelo que os comportamentos premiáveis são efectivamente os comportamentos que se deseja premiar?
  9. Como garante o modelo a avaliação do desempenho extra papel (componente "out role" do desempenho) do professor?
  10. Que constructo de desempenho se pretende medir com o modelo?
  11. Como garante o modelo os desvios e erros de avaliação dos avaliadores? Em que medida e com que mecanismos de regulação?
  12. Como se garante a justiça procedimental e a justiça distributiva no modelo?

Em lugar de responder a estas perguntas, a Sra. Ministra prepara-se para colocar em acção mais umas medidas que inevitavelmente redundarão em dislate. Entre elas, conforme surge no Jornal Público, dar "mais autonomia para as escolas" num processo de avaliação de desempenho que parece reteridado das obras literárias de František Kafka. Já não bastavam as influências do «O Processo» e do «O Castelo», vêm aí agora as influências d' «A Metemorfóse» do Sistema de Avaliação do Desempenho.