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2009-05-01

Aselhices à volta do Magalhães: Um problema de educação

As recentes aselhices que obrigam José Sócrates a pedir desculpa aos pais de crianças magalhaenizadas não ocorrem por mero acaso. Na minha opinião, resultam de um problema de Educação ou - como escreveria o nosso António Sérgio - de Instrução.

Por motivos vários, a velhinha disciplina de «Introdução à Política» existente no currículo do Ensino Secundário, acabou por desaparecer do mapa educativo das nossas escolas. Parece que não fazia falta nenhuma e foi considerada dispensável por pedagogos, técnicos e políticos que têm conduzido a política educativa deste país.

Ora, era nessa vetusta disciplina que se aprendiam os rudimentos sobre educação cíviva e se adquiriam algumas das necessárias competências para o ingresso do jovem (ou da jovem) na vida política activa como cidadão eleitor.

Sem a necessidade de qualquer Plano Nacional de Leitura, os alunos da disciplina "queimavam as pestanas" em leituras de obras como «Educação Cívica» de António Sérgio (cuja primeira edição já está digitalizada mas não disponível) ou a «Introdução à Política» de Maurice Duverger . Discutiam os temas e aprendiam coisas simples como o princípio da separação de poderes. Com os rudimentos aprendidos e competências adquiridas só mesmo o mais aselha ou o cábula daria os tiros nos pés a que paulatinamente vamos assistindo.

Para além das desculpas, José Sócrates, deveria apurar responsabilidades, identificar as falhas de formação e enviar os aselhas para formação. Aconselha-se como leitura obrigatória para os ditos, o opúsculo «DEMOCRACIA» de António Sérgio por ser obra de fácil leitura e com poucas páginas. Sugere-se que volte aos bancos de escola a disciplina de «Introdução à Política» como disciplina obrigatória.

2009-03-04

A Intervenção Social não se esgota na política

José Ortega y Gasset costumava afirmar (não textualmente por estas palavras) que a intervenção social é igualmente possível em dimensões distintas da dimensão política, ou por outras palavras, há vida para além da política e dos partidos políticos. Disso é exemplo no actual contexto do nosso Séc. XXI a vida existente no ciberespaço, em particular, o fenómeno dos blogs.

Todavia, o meu estimado Professor João Luis Andrade e Silva, nas suas lições de História das Ideias em Física» confrontáva-nos sempre com as duas faces de Janus. Lembro-me, ainda que não com total exactidão, passados 27 anos, de ele afirmar a propósito da censura e da liberdade de expressão, que a liberdade tanto permite gerar literatura de cordel, faca e alguidar como obras sublimes. Ora a liberdade de expressão que podemos utilizar nos blogs, fazendo ou não uso do nickame, tanto pode degenerar na tal literatura de cordel, faca e alguidar (consultem-se alguns dos blogues politiqueiros com origem em escribas do Barreiro) como em literatura de sublime leitura. Tudo depende da arte do artista, do seu modo de estar na vida e do que pretende deixar para a posterioridade.

Não tendo, por falta de engenho e arte, a possibilidade de aqui deixar para a posterioridade uma obra sublime, resta-me deixar o meu contributo no que seja de eventual utilidade para quem passe por esta República das Opiniões. Assim, nada como partilhar paulatinamente com os leitores do meu blog o meu espólio de locais interessantes a visitar nesta enorme teia do conhecimento. Coisa talvez mais útil do que insultar o próximo sob o anonimato de um nickname

Para o efeito, nada melhor do que começar com uma chamada de atenção para o que há de interessante na página da internet da Fundación José Ortega y Gasset. A qual me permitiu chegar ao portal da Asociación de Revistas Culturales de España e poder ler este interessante artigo: No hay que salvar a los bancos sino a la humanidad por Juan Antonio Hormigón. No meu modesto entender, uma excelente crítica política e social numa revista cultural dedicada ao Teatro.